Espondilolistese é o deslizamento de uma vértebra sobre a vértebra imediatamente abaixo. Ela pode ser assintomática por anos ou causar dor lombar mecânica e compressão de raízes nervosas.
Endoscopia uniportal desde 2015
Minimamente invasiva desde 2011
Professor convidado — USP-RP
Autor na Coluna/Columna (2026)
A mais frequente. Ocorre pelo desgaste do disco e das facetas, geralmente após os 50 anos e mais comum em L4-L5;
Decorre de um defeito na pars interarticularis (espondilólise), frequente em L5-S1 e associada a esportes com hiperextensão repetida na adolescência;
Menos comuns.
A classificação de Meyerding mede o quanto a vértebra deslizou: grau I até 25%, grau II de 26% a 50%, grau III de 51% a 75%, grau IV de 76% a 100%. A maioria dos casos tratados na prática clínica é de graus I e II.
As radiografias dinâmicas em flexão e extensão são fundamentais: elas mostram se o deslizamento é estável ou se há movimento anormal entre as vértebras — a chamada instabilidade. A ressonância magnética avalia a compressão nervosa e o estado do disco. A tomografia detalha o defeito ósseo nas formas ístmicas.
Essa distinção entre estável e instável é o que mais influencia a decisão de tratamento.
Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156
Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.
Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna
Início em endoscopia uniportal da coluna
Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado
A maioria dos casos de baixo grau é tratada clinicamente: fisioterapia com foco em estabilização do core e controle motor, condicionamento, controle de peso, medicação e, quando indicado, bloqueios guiados por imagem.
Com instabilidade: a descompressão isolada tende a ser insuficiente e pode até agravar o quadro. A conduta usual é descompressão associada a artrodese lombar, frequentemente com parafusos pediculares percutâneos e cage intersomático — o que hoje pode ser feito por técnicas minimamente invasivas.
Sem instabilidade, com compressão foraminal predominante: em casos selecionados, a descompressão pode ser realizada por endoscopia, preservando as estruturas estabilizadoras e evitando a fusão.
É uma decisão que depende de exames dinâmicos, do padrão de dor e do perfil do paciente — não de preferência por uma técnica.
Pode progredir, sobretudo nas formas ístmicas em jovens e nas degenerativas com disco muito colapsado. O acompanhamento com radiografias é o que permite acompanhar isso.
Na maior parte dos casos sim, com orientação, evitando hiperextensão e carga axial excessiva sem controle técnico.
Não. Quando não há instabilidade e o problema principal é compressão, existe alternativa sem fusão.
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A indicação de cirurgia depende de exame clínico e de imagem. Traga sua ressonância e converse com quem opera e ensina a técnica.
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