Condição

Tumores da Coluna Vertebral

Tumores da coluna vertebral são lesões que acometem as vértebras, as meninges, as raízes nervosas ou a própria medula espinhal. Podem ser primários (originados na coluna) ou, com muito mais frequência, metastáticos — vindos de outro órgão.

Endoscopia uniportal desde 2015

Minimamente invasiva desde 2011

Professor convidado — USP-RP

Autor na Coluna/Columna (2026)

Classificação por localização

Extradurais

Fora da dura-máter, geralmente nas vértebras. É onde ficam a maioria das metástases;

Intradurais extramedulares

Dentro da dura, fora da medula — meningiomas e schwannomas, em geral benignos;

Intramedulares

Dentro da medula — ependimomas e astrocitomas, mais raros.

Sinais de alerta

A compressão medular metastática é uma urgência oncológica. O tempo entre o início do déficit e o tratamento tem impacto direto na chance de recuperação funcional.

Diagnóstico

Ressonância magnética com contraste é o exame principal. Tomografia avalia a destruição óssea e a estabilidade. Cintilografia e PET-CT ajudam no estadiamento. A biópsia define o diagnóstico histológico quando necessário.

Quem assina este conteúdo

Dr. Daniel Callegari Pereira

Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156

Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.

2011

Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna

2015

Início em endoscopia uniportal da coluna

2026

Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado

Tratamento

O tratamento é multidisciplinar e envolve oncologia clínica, radioterapia e cirurgia. Os objetivos cirúrgicos costumam ser:

Descomprimir

Estruturas neurais e preservar função;

Estabilizar

A coluna quando o tumor comprometeu a estrutura óssea;

Obter diagnóstico

Por biópsia;

Controlar a dor

E permitir que o paciente volte a caminhar.

Em muitos casos, especialmente em pacientes oncológicos fragilizados, técnicas minimamente invasivas — fixação percutânea, cimentação e descompressão por acessos reduzidos — permitem atingir esses objetivos com menor tempo de recuperação, o que é decisivo para não atrasar o tratamento oncológico.

Dor oncológica

O controle da dor é parte central do cuidado. Além da medicação, procedimentos intervencionistas como bloqueios e técnicas neurolíticas podem oferecer alívio significativo em casos selecionados.

Perguntas frequentes

Não. Existem lesões benignas, como hemangiomas vertebrais, meningiomas e schwannomas, muitas delas de comportamento favorável e algumas que sequer exigem tratamento.

Principalmente quando há compressão neural com déficit, instabilidade da coluna, dor refratária ou necessidade de diagnóstico histológico. A decisão considera o prognóstico oncológico global e é tomada em conjunto com a oncologia.

É justamente por isso que se prioriza a menor agressão possível. Técnicas percutâneas e acessos reduzidos encurtam a recuperação e permitem retomar o tratamento oncológico mais cedo.

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