Artrodese lombar, ou fusão lombar, é a cirurgia que une definitivamente duas ou mais vértebras para eliminar o movimento anormal entre elas. Ela não é a primeira opção para dor nas costas — é uma solução específica para problemas de estabilidade e alinhamento.
No mesmo nível, com colapso do disco e dor mecânica;
Deformidades
E desequilíbrio sagital;
Fraturas instáveis
Infecções e tumores;
Pseudoartrose
De cirurgia anterior.
Quando a artrodese NÃO é indicada
Dor lombar isolada, sem instabilidade e sem correlação clara com um segmento específico, costuma ter resultado ruim com fusão. Nesses casos o tratamento é clínico e de reabilitação. Hérnia de disco simples com ciática, sem instabilidade, também não exige artrodese — a descompressão isolada resolve.
Técnicas
TLIF
(transforaminal): acesso posterior por um lado, com colocação de cage no espaço discal e parafusos pediculares. É a técnica mais utilizada;
PLIF
Acesso posterior bilateral;
ALIF
Acesso anterior pelo abdome, útil para restaurar altura e lordose;
LLIF/XLIF
Acesso lateral, minimamente invasivo;
MIS-TLIF
TLIF minimamente invasiva, com parafusos percutâneos e dilatação muscular em vez de descolamento — menos sangramento e recuperação mais rápida.
O Dr. Daniel Callegari tem formação prática específica em TLIF e parafusos percutâneos, e prioriza abordagens minimamente invasivas sempre que a indicação permite.
Quem assina este conteúdo
Dr. Daniel Callegari Pereira
Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156
Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.
2011
Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna
2015
Início em endoscopia uniportal da coluna
2026
Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado
Internação habitual de 1 a 3 dias, conforme a técnica e o número de níveis;
Caminhada precoce, ainda no hospital;
Atividades leves entre 4 e 6 semanas;
Consolidação óssea da fusão entre 3 e 12 meses;
Fisioterapia progressiva, essencial para o resultado.
Riscos e o que considerar
Além dos riscos gerais de cirurgia, existem riscos específicos: pseudoartrose (fusão que não consolida), doença do segmento adjacente ao longo dos anos, mau posicionamento de implante e perda de mobilidade no segmento fundido. Tabagismo reduz de forma importante a taxa de consolidação.