Bloqueios e infiltrações são procedimentos realizados com agulha, guiados por imagem, que depositam medicação exatamente no ponto que está gerando a dor. Eles têm duas funções: tratar e diagnosticar.
Quando um paciente tem alterações em vários níveis da ressonância, a imagem sozinha não diz qual deles está causando a dor. Um bloqueio seletivo em um nível específico ajuda a responder isso: se a dor melhora de forma significativa após o bloqueio daquela raiz, ganha-se uma informação valiosa para planejar o tratamento — inclusive para decidir o nível a ser operado.
Principais procedimentos
Bloqueio radicular seletivo
Na raiz nervosa comprimida, útil na ciática e na radiculopatia cervical;
Infiltração epidural
(interlaminar, transforaminal ou caudal): para dor radicular e estenose;
Bloqueio facetário e do ramo medial
Para dor de origem articular;
Rizotomia por radiofrequência
Quando o bloqueio facetário confirma a origem, a radiofrequência pode prolongar o alívio;
Bloqueio sacroilíaco
Bloqueios para dor oncológica
Incluindo procedimentos neurolíticos em casos selecionados.
Como é feito
O procedimento é realizado com o paciente acordado ou sob sedação leve, com guia de radioscopia, tomografia ou ultrassom. Costuma durar entre 15 e 40 minutos e, na maioria dos casos, o paciente vai para casa no mesmo dia.
Quem assina este conteúdo
Dr. Daniel Callegari Pereira
Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156
Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.
2011
Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna
2015
Início em endoscopia uniportal da coluna
2026
Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado
O anestésico local pode dar alívio nas primeiras horas. O efeito do corticoide, quando usado, costuma aparecer entre 3 e 7 dias e pode durar de semanas a meses. Nem todo paciente responde — e isso, por si só, também é informação clínica útil.
Limites
Bloqueios não corrigem compressões estruturais graves nem instabilidade. Eles aliviam, ganham tempo para a reabilitação funcionar e ajudam a definir o alvo. Quando há déficit neurológico progressivo, a conduta é outra.
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