Tratamento intervencionista

Bloqueios e Infiltrações na Coluna

Bloqueios e infiltrações são procedimentos realizados com agulha, guiados por imagem, que depositam medicação exatamente no ponto que está gerando a dor. Eles têm duas funções: tratar e diagnosticar.

Endoscopia uniportal desde 2015

Minimamente invasiva desde 2011

Professor convidado — USP-RP

Autor na Coluna/Columna (2026)

A função diagnóstica, que muita gente desconhece

Quando um paciente tem alterações em vários níveis da ressonância, a imagem sozinha não diz qual deles está causando a dor. Um bloqueio seletivo em um nível específico ajuda a responder isso: se a dor melhora de forma significativa após o bloqueio daquela raiz, ganha-se uma informação valiosa para planejar o tratamento — inclusive para decidir o nível a ser operado.

Principais procedimentos

Bloqueio radicular seletivo

Na raiz nervosa comprimida, útil na ciática e na radiculopatia cervical;

Infiltração epidural

(interlaminar, transforaminal ou caudal): para dor radicular e estenose;

Bloqueio facetário e do ramo medial

Para dor de origem articular;

Rizotomia por radiofrequência

Quando o bloqueio facetário confirma a origem, a radiofrequência pode prolongar o alívio;

Bloqueio sacroilíaco

Bloqueios para dor oncológica

Incluindo procedimentos neurolíticos em casos selecionados.

Como é feito

O procedimento é realizado com o paciente acordado ou sob sedação leve, com guia de radioscopia, tomografia ou ultrassom. Costuma durar entre 15 e 40 minutos e, na maioria dos casos, o paciente vai para casa no mesmo dia.

Quem assina este conteúdo

Dr. Daniel Callegari Pereira

Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156

Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.

2011

Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna

2015

Início em endoscopia uniportal da coluna

2026

Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado

O que esperar

O anestésico local pode dar alívio nas primeiras horas. O efeito do corticoide, quando usado, costuma aparecer entre 3 e 7 dias e pode durar de semanas a meses. Nem todo paciente responde — e isso, por si só, também é informação clínica útil.

Limites

Bloqueios não corrigem compressões estruturais graves nem instabilidade. Eles aliviam, ganham tempo para a reabilitação funcionar e ajudam a definir o alvo. Quando há déficit neurológico progressivo, a conduta é outra.

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