Condição

Dor Lombar (Lombalgia)

Dor lombar, ou lombalgia, é uma das queixas mais comuns na população adulta. A maior parte dos episódios é benigna e passa em semanas. O papel da avaliação especializada é identificar as exceções — e evitar tratamentos desnecessários no restante.

Endoscopia uniportal desde 2015

Minimamente invasiva desde 2011

Professor convidado — USP-RP

Autor na Coluna/Columna (2026)

Tipos de dor lombar

Aguda

Até 6 semanas;

Subaguda

De 6 a 12 semanas;

Crônica

Acima de 12 semanas.

Causas mais frequentes

Dor lombar inespecífica

A maioria dos casos, sem lesão estrutural identificável;

Discogênica

Originada no próprio disco degenerado;

Facetária

Das articulações posteriores, típica de piora ao estender o tronco;

Sacroilíaca

Quando há dor irradiada associada;

Em pacientes com osteoporose.

Sinais de alerta

Merecem investigação mais rápida: dor após trauma, febre, perda de peso inexplicada, história de câncer, uso prolongado de corticoide, dor noturna que não alivia em repouso, déficit neurológico e alteração do controle urinário ou intestinal.

Preciso fazer ressonância?

Na dor lombar aguda sem sinais de alerta, não. Exames precoces não melhoram o desfecho e frequentemente mostram achados degenerativos presentes também em pessoas sem dor, o que gera ansiedade e tratamentos desnecessários. A imagem é indicada quando há sinais de alerta, déficit neurológico ou ausência de melhora após semanas de tratamento adequado.

Quem assina este conteúdo

Dr. Daniel Callegari Pereira

Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156

Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.

2011

Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna

2015

Início em endoscopia uniportal da coluna

2026

Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado

Tratamento

Quando a cirurgia entra

Dor lombar isolada raramente é indicação cirúrgica. A cirurgia é considerada quando há compressão nervosa com repercussão clínica, instabilidade demonstrada, deformidade, fratura, infecção ou tumor.

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