Dor lombar, ou lombalgia, é uma das queixas mais comuns na população adulta. A maior parte dos episódios é benigna e passa em semanas. O papel da avaliação especializada é identificar as exceções — e evitar tratamentos desnecessários no restante.
Merecem investigação mais rápida: dor após trauma, febre, perda de peso inexplicada, história de câncer, uso prolongado de corticoide, dor noturna que não alivia em repouso, déficit neurológico e alteração do controle urinário ou intestinal.
Preciso fazer ressonância?
Na dor lombar aguda sem sinais de alerta, não. Exames precoces não melhoram o desfecho e frequentemente mostram achados degenerativos presentes também em pessoas sem dor, o que gera ansiedade e tratamentos desnecessários. A imagem é indicada quando há sinais de alerta, déficit neurológico ou ausência de melhora após semanas de tratamento adequado.
Quem assina este conteúdo
Dr. Daniel Callegari Pereira
Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156
Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.
2011
Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna
2015
Início em endoscopia uniportal da coluna
2026
Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado
Abordagem multidisciplinar na dor crônica, incluindo aspectos do sono e do estresse.
Quando a cirurgia entra
Dor lombar isolada raramente é indicação cirúrgica. A cirurgia é considerada quando há compressão nervosa com repercussão clínica, instabilidade demonstrada, deformidade, fratura, infecção ou tumor.
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