Tumores da coluna vertebral são lesões que acometem as vértebras, as meninges, as raízes nervosas ou a própria medula espinhal. Podem ser primários (originados na coluna) ou, com muito mais frequência, metastáticos — vindos de outro órgão.
Fora da dura-máter, geralmente nas vértebras. É onde ficam a maioria das metástases;
Intradurais extramedulares
Dentro da dura, fora da medula — meningiomas e schwannomas, em geral benignos;
Intramedulares
Dentro da medula — ependimomas e astrocitomas, mais raros.
Sinais de alerta
Dor noturna que não alivia com repouso — o sinal mais característico;
Dor progressiva, sem relação clara com esforço;
Perda de peso inexplicada, febre;
História prévia de câncer;
Perda de força, dormência progressiva, alteração da marcha;
Alteração do controle urinário ou intestinal.
A compressão medular metastática é uma urgência oncológica. O tempo entre o início do déficit e o tratamento tem impacto direto na chance de recuperação funcional.
Diagnóstico
Ressonância magnética com contraste é o exame principal. Tomografia avalia a destruição óssea e a estabilidade. Cintilografia e PET-CT ajudam no estadiamento. A biópsia define o diagnóstico histológico quando necessário.
Quem assina este conteúdo
Dr. Daniel Callegari Pereira
Neurocirurgião · CRM-ES 8834 | RQE 7156
Graduado em Medicina pela UFES e especialista em Neurocirurgia pela UNESP. Membro titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Pós-graduado em Cirurgia Endoscópica da Coluna Vertebral pela USP de Ribeirão Preto, onde é professor convidado do curso.
2011
Início em cirurgia minimamente invasiva da coluna
2015
Início em endoscopia uniportal da coluna
2026
Autor na revista Coluna/Columna, com DOI registrado
O tratamento é multidisciplinar e envolve oncologia clínica, radioterapia e cirurgia. Os objetivos cirúrgicos costumam ser:
Descomprimir
Estruturas neurais e preservar função;
Estabilizar
A coluna quando o tumor comprometeu a estrutura óssea;
Obter diagnóstico
Por biópsia;
Controlar a dor
E permitir que o paciente volte a caminhar.
Em muitos casos, especialmente em pacientes oncológicos fragilizados, técnicas minimamente invasivas — fixação percutânea, cimentação e descompressão por acessos reduzidos — permitem atingir esses objetivos com menor tempo de recuperação, o que é decisivo para não atrasar o tratamento oncológico.
Dor oncológica
O controle da dor é parte central do cuidado. Além da medicação, procedimentos intervencionistas como bloqueios e técnicas neurolíticas podem oferecer alívio significativo em casos selecionados.
Não. Existem lesões benignas, como hemangiomas vertebrais, meningiomas e schwannomas, muitas delas de comportamento favorável e algumas que sequer exigem tratamento.
Principalmente quando há compressão neural com déficit, instabilidade da coluna, dor refratária ou necessidade de diagnóstico histológico. A decisão considera o prognóstico oncológico global e é tomada em conjunto com a oncologia.
É justamente por isso que se prioriza a menor agressão possível. Técnicas percutâneas e acessos reduzidos encurtam a recuperação e permitem retomar o tratamento oncológico mais cedo.
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